A CIPA deve promover anualmente a SIPAT, em conjunto com o SESMT, onde houver. RH, Comunicação Interna e empresas especializadas podem apoiar o planejamento e a execução das atividades.
Essa atribuição está no item 5.3.1, alínea “i”, da NR-5. CIPA significa Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio.
Para organizar a campanha, vale definir responsáveis, escolher temas ligados à realidade dos trabalhadores e planejar atividades acessíveis aos diferentes setores e turnos.
Sumário
O que é a SIPAT e por que ela é obrigatória
A SIPAT é uma iniciativa prevista na NR-5, que trata da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio). Seu objetivo é reforçar boas práticas de segurança, saúde e qualidade de vida, por meio de palestras, dinâmicas e campanhas educativas.
Mais do que cumprir a norma, a SIPAT serve para lembrar todos na empresa de que segurança é uma escolha diária, e não apenas um evento anual. Portanto, quando bem feita, ela gera engajamento real, conecta equipes e ajuda a reduzir acidentes e afastamentos — tornando o ambiente de trabalho mais seguro e humano.

Afinal, quem pode fazer a SIPAT?
A resposta curta é: qualquer empresa com CIPA constituída deve realizar a SIPAT, e a própria comissão é a principal responsável por organizá-la.
No entanto, na prática, esse processo envolve muito mais do que o comitê da CIPA. Veja os principais responsáveis e como cada um pode contribuir:
CIPA – a liderança do processo
De acordo com a legislação, a CIPA é a responsável direta pela realização da SIPAT. Isso significa coordenar as ações, definir o cronograma, escolher os temas e garantir que todos os setores participem.
O papel da CIPA é garantir que o foco da campanha esteja na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, de forma educativa e participativa.
SESMT – suporte técnico
Os técnicos e engenheiros de segurança do trabalho atuam como suporte essencial para a CIPA. São eles que ajudam a definir temas prioritários, validar informações técnicas e orientar as ações educativas.
Eles também podem sugerir formas criativas de abordar temas complexos, conectando dados, comportamentos e boas práticas.
RH e Comunicação Interna – o elo com as pessoas
Em muitas empresas, o RH e a Comunicação Interna também se envolvem na SIPAT — e isso é ótimo. Eles ajudam a alinhar a campanha à cultura da empresa e a garantir que a mensagem chegue a todos os trabalhadores, em todos os turnos.
Consultorias especializadas – apoio estratégico
Hoje, diversas empresas contam com parceiros especializados em campanhas de SIPAT, como a Weex, que oferece metodologias, conteúdos e plataformas digitais que simplificam todo o processo — desde o planejamento até a medição dos resultados.
Esse apoio é fundamental para campanhas que precisam atingir várias unidades, turnos e públicos diferentes, mantendo o engajamento alto e a comunicação padronizada.

A importância da cultura e do propósito na SIPAT
Mais do que “quem pode fazer”, é importante entender por que e para quem a SIPAT é feita. Segundo o Guia Método Weex de SIPAT, campanhas eficazes não são apenas eventos — são instrumentos de construção de cultura.
Ou seja: o verdadeiro sucesso da SIPAT não está em quantas palestras foram realizadas, mas em como ela muda a forma como as pessoas pensam e agem no dia a dia.
Quando o trabalhador entende que segurança é parte natural da rotina — e não uma obrigação —, a cultura da empresa amadurece. E é isso que faz toda a diferença nos resultados.
Quem deve participar da SIPAT
A SIPAT é para todos os trabalhadores da empresa — sem exceção. Independentemente do setor, cargo ou tempo de casa, todos devem ser incluídos nas ações. Isso inclui:
- Trabalhadores efetivos e temporários;
- Terceirizados e prestadores de serviço;
- Estagiários e aprendizes;
- Lideranças e gestores.
Além disso, em algumas campanhas modernas, como as realizadas pela Weex, os familiares também são convidados a participar de atividades leves e educativas, reforçando a cultura de segurança dentro e fora da empresa.
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Quando e como organizar uma SIPAT eficiente
A NR-5 não define uma data específica para a realização da SIPAT — cada empresa pode escolher a semana que melhor se adequa à sua operação. No entanto, o ideal é iniciar o planejamento com pelo menos 60 dias de antecedência, considerando as seguintes etapas:
- Definir o comitê organizador (CIPA + SESMT + RH);
- Escolher o tema central da campanha (ex: saúde mental, ergonomia, assédio, sustentabilidade);
- Montar o cronograma de atividades;
- Selecionar palestrantes e dinâmicas;
- Divulgar a campanha internamente com antecedência;
- Executar e acompanhar os resultados com métricas e feedbacks.
Com apoio de plataformas especializadas, é possível automatizar check-ins, distribuir conteúdos personalizados e medir a participação por setor — facilitando a gestão e o engajamento.
Dicas para transformar sua SIPAT em um verdadeiro marco
- Traga temas atuais e relevantes, que dialoguem com o dia a dia dos trabalhadores;
- Use formatos variados — palestras, vídeos, quizzes, jogos e depoimentos reais;
- Dê voz às pessoas — promova momentos em que os participantes possam compartilhar experiências;
- Conecte a SIPAT à cultura da empresa: o evento deve refletir o jeito de ser e de cuidar da organização;
- Mensure resultados — quantas pessoas participaram, o que aprenderam e o que mudou após a campanha.
Conclusão
Uma SIPAT bem organizada combina responsabilidades definidas, conteúdo relevante e participação dos trabalhadores. O planejamento deve conectar a campanha aos riscos e às necessidades da empresa.
Perguntas frequentes sobre quem pode fazer a SIPAT
Pode apoiar a organização, a divulgação e a logística, mantendo a participação da CIPA e do SESMT, quando existente.
Pode apoiar conteúdos e atividades. A contratação não transfere as atribuições da CIPA nem as responsabilidades da organização.
Não. A NR-5 prevê atuação conjunta, onde houver SESMT.
A ausência de CIPA não comprova dispensa. Primeiro, é necessário verificar o enquadramento do estabelecimento e se a comissão deveria estar constituída.
Considere conhecimento do tema, experiência com o público e capacidade de transformar informações em orientações práticas. Solicite previamente o conteúdo e suas referências.



